domingo, 24 de janeiro de 2016

O primeiro piercing (ou mais uma coisa que minha mãe desaprova)

Antônio,

Como homem cabra macho que sou, só tenho medo mesmo de duas coisas: mulher e agulha. O medo, porém, não pode nos paralisar, temos que enfrentá-lo de frente. Por isso talvez eu tenha me rodeado de mulheres e resolvi fazer um piercing, afinal estou na Índia, tudo aqui é tão limpo e organizado, me pareceu a idéia perfeita.
Eu já estava com essa idéia desde dezembro, mas não tinha encontrado um lugar legal pra fazê-lo (ou estava só adiando, é uma p*** agulha afinal!!!). Chegando em Pushkar eu encontrei um lugar, tomei coragem e fui lá um dia, eu e uma gata pra segurar minha mão, claro.
Falei com o cara, ele parecia mais ou menos sério, o lugar era relativamente limpo para padrões indianos, eu estava pronto, se pensasse muito ia desistir.
Segui firme e forte, ele me deu a agulha para inspeção, era nova e estava lacrada, o que era bom, o que não era bom era o tamanho da danada, devia ter uns 7 cm de comprimento e a bitola não era das mais amigáveis. O camarada limpou tudo direitinho com um álcool cirúrgico e ele também estava pronto.



A Nerea que tinha ido comigo única e exclusivamente para segurar a minha mão, preferiu segurar a minha câmera, eu então tive que passar por essa experiência quase traumática abandonado à minha própria sorte enquanto ela se divertia registrando o meu sofrimento.
O brother colocou um instrumento no meu nariz, ele é tipo um guia para a agulha, a hora tinha chegado, ele me disse que ia ser de boa, não ia doer e que eu nem podia chorar. Eu reclamei, afinal chorar é tão bom, mas falei que tudo bem.


Ele, então com sua espada na mão, quer dizer, agulha na mão, eu com o olhar vidrado, olhando nos olhos do meu torturador, ele com o semblante tranquilo me atravessava o septo com uma agulha má e afiada.


Eu sabia que ia doer, mas eu achava que ia ser de boa, não foi. Que dor! A única vontade que eu tive era de gritar um belo palavrão, não existe melhor maneira de aliviar a dor física (essa também é uma técnica muito antiga usada até hoje em larga escala por várias culturas), mas eu tinha que ficar imóvel, pelo menos assim eu pensava. Lágrimas escorreram sem eu me dar conta, foi duro e rápido, a dor foi momentânea, o susto demorou um pouco mais.




Passado o susto, continuamos na loja, uma guria novinha ia fazer sua primeira tatuagem e estava nervosa, a Nerea se sensibilizou e ficou lá, do lado da gatinha segurando sua mão. Como são as coisas, eu levei minha seguradora de mão particular que não segurou a minha, mas segurou a mão da primeira gata que apareceu. Nem sempre as coisas saem como o planejado, acostume-se com esse fato. Logo depois dessa tattoo era a vez da Jane furar a orelha mais três vezes, continuamos por lá dando o nosso suporte. Finalmente a loja estava vazia e decidimos ir logo antes que chegasse mais alguém precisando de um apoio moral. Enquanto íamos, conversando com a Jane ela disse que desenhava septum piercings e que tinha uns pra mim. Agora eu tenho minha própria designer de jóias, TRIP Jewellery. E ela é de Berlin, onde coincidentemente também se encontra minha loja favorita de chapéus.

Então, moleque, saiba que piercing dói, dói muito! Ou em português mais claro, dói pra caralho!!!
Corajoso não é quem não tem medo, mas quem vai lá e enfrenta, nunca deixe de fazer nada, por medo, nem que seja um piercing no nariz.


Se cuida por aí!
Um beijo do Dindo!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Minha primeira viagem de moto (parte II, a parte final)



Antônio,

Acordamos cedo em Kunjapuri, o pôr-do-sol não era o suficiente, queríamos ver o nascer também. Assim começava o último dia de um ano especial para mim. Acordamos por volta das 6 da manhã o sol tinha marcado conosco um pouco antes das 7. Nos vestimos com todas as roupas que tínhamos levado, fazia um frio de gelar os ossos, e voltamos ao templo para aguardar o nosso convidado de honra. Aquele que nunca se atrasa, ele sempre chega na hora que tem que chegar, assim como eu.
Esperando o sol chegar.

De manhã cedin.
Fazia frio e o glorioso sol ainda não tinha dado as caras, portanto era hora de tomar um chai. Enquanto tomávamos nosso chai ele chegou esplendoroso nos iluminando e nos esquentando mais uma vez, iniciando mais um dia.

Sol nascendo e chai bebendo.
Depois de recarregar as energias com o calor dos primeiros raios era hora de tomar um café da manhã reforçado. Aqui, aparentemente as comidas típicas de café da manhã são reforçadas, escolhemos o tradicional allo parantha. É tipo um chapati com recheio de batatas e claro, cheio de especiarias pra dar um sabor especial e forte. Um par de horas mais tarde (aqui tudo leva um tempo extraordinário para tomar forma) estávamos prontos para seguir nosso caminho e retornar a Rishikesh a tempo do ano novo.
Logo na primeira chance que tive, antes de sairmos, derrubei a moto pela segunda vez e me perguntei se ela ia acabar conseguindo me levar pro chão com ela no futuro. . . Subi na danada e o caminho era ladeira abaixo e como dizem por aí; "pra baixo todo santo ajuda". O plano era voltar por um caminho diferente do que usamos pra subir, queríamos passar por lugares novos, talvez um outro templo, talvez uma cachu. Como era de se esperar estávamos animados com a retomada da nossa aventura motociclística. Como era pra descer e eu ainda não sabia dar a partida na moto não tive muitos problemas, fiz uso da técnica milenar conhecida como "descer na banguela". Você vai descobrir aqui no blog que existem milhares de técnicas milenares que são usadas em larga escala até hoje e eu estou na Índia, tudo por aqui é milenar, estou aprendendo novas velhas técnicas para muitas coisas. Eventualmente aprendi a ligar a moto e tudo ficou ainda melhor.
Nos indicaram um caminho para um tal templo, era uma estradinha de chão de um pouco mais de 2 metros de largura e super maltratada, de um lado a imponente montanha, do outro o aterrorizante abismo, nenhuma mureta nos separava do abismo, de vez em quando uma árvore. Seguíamos a estrada com o maior cuidado possível e bem lentos, aqui não existe pressa de qualquer maneira. Nessa hora o plano mudou um pouco, não era mais tão importante chegar ao tal templo, o importante era chegar de volta em Rishikesh do mesmo jeito que saímos, inteiros. Logo desistimos do templo e começamos a procurar uma boa cachu pra lavar o corpo e a alma. Sem placas e sem muita gente pra pedir informação seguimos com fé de que essa estrada ia nos levar, pelo menos, pra perto de Rishikesh.
Juan e Vane eram os primeiros seguidos por mim e fechando o time vinham Késhava e Julia. Tínhamos uma certa distância entre nós, assim por segurança. Eis que num dado momento enquanto eu curtia o visual, as casinhas, as hortas e os riachos, depois de uma curva para a esquerda eu vi uma moto branca no chão. Logo depois da moto estavam Juan e Vane ainda no chão, eles tinham acabado de cair, a estrada era toda cheia de pedrinhas soltas e as motos patinavam muito até que nessa curva o Juan não conseguiu segurar. A moto saiu de traseira e foram todos ao chão. Eu parei a minha moto e não sabia muito o que fazer. Logo chegaram os meninos que vinham atrás e perguntamos se estavam todos bem, tiramos a moto do meio da estrada. Estava tudo bem, foi só o susto, um joelho ralado de um e um cotovelo de outro. Assim foi o primeiro acidente da viagem. E estava previsto por um astrólogo, ele tinha dito pra Vane que ia ter um acidente uns dias antes, quando ainda nem sabíamos que íamos sair de moto. Tomamos um pouco de água e seguimos viagem. 
A velocidade era de incríveis 20 km/h, às vezes 30, quando a estrada assim permitia.
Com as pedrinhas pelo chão a estrada era traiçoeira, eu pensava que deveria ser menos perigoso se a estrada fosse de gelo molhado, mas não tínhamos o que fazer, voltar seria pior. Nessas condições logo chegou a minha vez de perder o controle da moto numa curva, também para a esquerda. Eu descia bem devagar e passei num montinho de pedrinhas, a moto começou a escorregar, eu travei a roda de trás e não houve mais o que fazer, a gravidade já estava controlando a moto e nos puxava para o chão sem piedade. Foi aí que eu me vali de duas outras técnicas milenares. A primeira meu irmão Diego me ensinou há muitos anos enquanto eu aprendia a andar de bicicleta e ela versa: "quando você perceber que vai bater (ou cair), pula!". Foi o que eu fiz, saltei da moto e ao aterrissar me vali da postura de yoga adho mukha svanasana e com os dedos das mão bem abertos me proporcionando uma boa base nada aconteceu, um raladinho na mão por conta do chão de pedrinhas e só. Me pus de pé, levantei a moto, falei com os meninos que vinham logo atrás de mim que estava tudo certo e seguimos viagem. Um pouco tensos depois de 2 acidentes logo decidimos parar um pouco e dar uma volta a pé. Paramos onde parecia ser um pequeno vilarejo. Subimos a rampa que dava acesso a esse povoado e quando chegamos lá percebemos que não era bem isso. . . Tinha apenas umas seis ou sete casas, onde, em cada uma morava uma família aparentemente. Logo um senhor veio nos receber com sua bengala na mão e um sorriso no rosto. Ele não falava uma palavra em inglês ou alguma outra língua que pudéssemos compreender, mas não era preciso. Eles nos convidou à sua casa e ofereceu cadeiras a todos, éramos convidados de honra. Aqui na Índia um hóspede inesperado representa a chegada de um deus a sua casa, para eles é uma grande honra. Logo ele nos ofereceu um chai e fez questão de mostrar sua pequena vila, sua horta onde eles cultivavam os alimentos que precisavam, as flores, a vista. Ficamos ali com sua família um tempo relaxando, fazendo uso daquela atmosfera tão particular, as casinhas coloridas, os animais, o silêncio. Depois de recuperar as energias e a confiança era hora de seguir adiante. Nos despedimos e fomos ladeira abaixo mais uma vez. Já não estávamos tão longe de Rishikesh. Descendo aquela estrada da morte e já com o Ganga no visual logo encontramos uma cachoeira, Neer Waterfall.
Mamãe Ganga e Laxman Jhula ao fundo.
Paramos as motos e fomos finalmente lavar a alma no último dia do ano. O banho de cachoeira era exatamente o que precisávamos, sentir a água atravessando o corpo inteiro de uma vez e eu ali imóvel, testemunha da vontade dessas águas de logo se juntar ao Ganga e mais tarde chegar no mar. Um caminho que eu também estou fazendo.
Depois do banho chegamos em Rishikesh em alguns minutos, comemos e devolvemos as motos, essa aventura terminava. Fico imaginando qual será a próxima. . .

Mesmo longe fazemos as mesmas coisas. Ele aprende rápido.

É isso, moleque, meu ano novo deve ter sido bem parecido com o seu, eu estava super cansado da viagem e assim como deve ter sido com você, não tomei champagne, não consegui esperar dar meia-noite, fui dormir cedo, não é vergonha nenhuma, não se preocupe. Então deixo essas lições do ano passado, motos podem ser sim perigosas, aprenda seus limites e vai ficar tudo bem. E não esqueça de escutar os mais velhos, suas técnicas milenares poderão te salvar um dia. Sei que isso não é fácil, esses adultos falam como se soubessem de tudo, concordo com você, eles não sabem nada, mas ainda sim sabem bem mais mais que eu ou você.



Se cuida por aí!
Um beijo do Dindo


Obs.: Vou ficar devendo fotos da cachu por enquanto, assim que o brother me mandar eu atualizo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Minha primeira viagem de moto (parte I)

Antônio,

Tenho que te contar sobre o meu último passeio de 2015. Um passeio sobre duas rodas. O destino: Kunjapuri Temple, no alto de uma montanha de onde se podia ver o Himalaia!!!

Claro que antes de o passeio começar eu não sabia de nada disso, a galera que está aqui comigo correu atrás e eu só disse que ia, não me importava muito pra onde, o caminho, às vezes, é mais importante que o destino final. E claro, eu estava super animado em finalmente dar uma volta de moto e começar a minha carreira motociclística aqui na Índia foi especial.
Éramos cinco, 2 meninas e 3 meninos, alugamos 3 scooters, uma branca, uma cinza e uma negra.

Nossas três máquinas poderosas. Retrovisor pra que? Seguimos sempre adiante.
Pagamos 300 rúpias (18 reais) pela diária, super barato! Os preços por aqui são inacreditáveis.
Eu tive uma aula teórica de uns 40 segundos e estava pronto para me aventurar nas estradas, pontes e ruas e vielas indianas, por entre carros, tuc-tucs, motos, ônibus, caminhões, vacas, pessoas e outros animais.
A viagem tinha tudo para correr bem, tínhamos um mapa desenhado indicando o posto de gasolina, sabíamos dizer o nome de onde queríamos chegar e todos tínhamos capacetes. Melhor impossível!
Como a minha aula foi bem curta e tinha que cobrir vários pontos, eu não sabia dar a partida na moto, o que não foi um problema, eventualmente ela ligou sozinha.
Saímos de Laxman Jhula e cruzamos a ponte lotada de pessoas e, claro, macacos. Tudo correu bem, sem atropelamentos ou acidentes. Fomos ao posto de gasolina e enchemos o tanque! Um prazer cada dia mais difícil aí no Brasil.
Estávamos prontos para seguir com a nossa aventura, subir a montanha sobre duas rodas pela estrada passando por lugares incríveis. Essa era a minha expectativa, ingênuo que sou. Foi muito melhor que  qualquer coisa que minha imaginação já criou!
Como eu era o mais inexperiente, fui sozinho. Já era responsabilidade bastante eu sozinho numa moto. Seguimos para cima, deslizando pela sinuosa estrada que nos levaria ao nosso destino. Quando a moto estava ligada era bem fácil de guiar, meus anos de experiência com bicicletas me ajudaram muito, meu talento é inato. A estrada era surpreendentemente boa, asfalto razoavelmente liso e com sinalização uma vez ou outra. Seguimos em frente e fomos seguindo o conselho do Buzz Lightyear: "Ao infinito e além!"

Juan e Vane posando no primeiro plano enquanto Késhava e Julia sobem ao nosso encontro.

O trânsito era pouco, alguns carros, uns ônibus e caminhões em sua maioria. Com essas condições favoráveis subíamos com rapidez e perícia. E foi libertador! Eu tinha minha própria buzina agora! Esse detalhe importante, porém, não era o principal. A sensação que invadiu o meu corpo era incrível, não me cabia, eu gritava em êxtase! O vento me atravessava o corpo de uma maneira inédita, eu era o vento. Observando todos os detalhes a minha volta eu entrei em contato com tudo, com os caminhões multicoloridos quase psicodélicos, com as árvores, com a montanha, com o sol. A estrada seguia em volta da montanha, ora na sombra onde era frio, ora no sol onde era mais quente, não sei onde era melhor, eu só queria seguir adiante, sendo o vento que uivava em direção à China (que estava a apenas uns 200 km de distância).
Guiar uma moto nessas condições foi uma das coisas mais alucinantes que eu já fiz, de todas as besteiras que eu já fiz (até agora), esta foi uma das mais viciantes, seguramente será repetido muitas vezes.
Tenho um camarada, o Howard, que me diz pra irmos de moto do Rio até Ushuaia, mas ele inventa mil desculpas pra não ir, talvez eu vá sem ele. . .

Meu camarada, Howard, quando ainda era magro e tinha cabelo.

Seguimos nosso caminho e fizemos uma parada técnica para um chai, tudo aqui é motivo para um chai, o chá tradicional por aqui. A receita varia, mas geralmente leva chá preto, pimenta do reino, gengibre, canela, cardamomo, água, leite e açúcar (não necessariamente nessa ordem); é um abraço de beber, quente e aconchegante.

Parada técnica para o bom e velho chai.

Já estávamos perto do nosso destino final, cada vez mais íngrime era a estrada, até que nos metros finais a minha moto não aguentou (ou o piloto era muito ruim mesmo) e por uns vinte metros a moto seguiu empurrada por um brother local que me ajudou enquanto eu gargalhava de felicidade.
Chegamos no templo, ele era pequeno e simples como muitos por aqui. A vista de lá de cima era mágica e calma, no entanto, a energia do Himalaia vibrava por todos os lados e logo assistiríamos o sol se pondo.
Além da cadeia de montanhas do Himalaia podia-se ver Rishikesh e o Ganga lá embaixo e olhando na direção certa podia-se já ver a China!
Assistimos à puja que é um ritual de oferenda, geralmente em honra ou adoração e pagamos nosso respeito às tradições. Com o sol já baixo a temperatura caia rapidamente, portanto tomamos mais um chai para aguardar mais um espetáculo da mãe natureza.

Uma janelinha.

O sino da entrada do templo de Sri Kunjapuri.
O sol se pôs, foi uma visão sublime, as cores, o vento, as nuvens, a energia, tudo era perfeito e além do mais depois da nossa grande aventura ter corrido bem, sem acidentes, só de alegrias, parecia o melhor jeito para terminar o dia. Mas haveria mais!

O sol sublime em sua submersão no horizonte suspenso da Índia.
Um pôr-do-sol que me fez lembrar do mar.
O sol se pôs, enfim.
A vista da nossa varanda um pouco mais tarde.

Depois de chais e mais chais fomos buscar onde comer e dormir. Só havia uma única opção e lá fomos nós, descolamos uns quartos alucinantes com vista pra Rishikesh sob a luz do crepúsculo multicor. Havia um pequeno problema, porém. O único restaurante do lugar estava fechado e nossa última refeição tinha sido o café da manhã!!! Esse problema não durou muito, logo foi solucionado, temos um bom karma afinal. O Sr. M.S. Rawat, que era o dono dos quartos e do restaurante fez questão de abrir seu pequeno estabelecimento e cozinhar pra todos nós. Ele sozinho cozinhou pra nós e pra ele um thali com tudo feito na hora e o melhor de tudo, com um sorriso enorme no rosto!
A comida ficou pronta e foi uma das melhores refeições das nossas vidas.


A cozinha do Sr. M.S. Rawat.

Vane dando uma mão na cozinha, ajudando com o chapati.

O nosso thali preparado com a mão e o coração.

Depois de comer voltamos aos nossos quartos e da varanda desfrutamos mais um pouco da vista, agora já iluminada pelas estrelas e pela lua minguante. Num silêncio absoluto guiados pela inspiração do Késhava meditamos e direcionamos nossas energias aos nossos entes queridos, você deve ter percebido. No final, cantamos o mantra OM, a sílaba original e terminamos o dia com um abraço de cinco onde compartilhamos nossos melhores sentimentos uns com os outros. Fomos dormir para esperar o sol nascer no último dia de 2015.

A história, Antônio, pode ter sido comprida, mas a lição será curta. É uma lição sobre motocicletas. Claro que eu não vou dizer pra um guri que está completando um ano de idade hoje para comprar uma moto porque é um máximo, claro que não! Se eu o fizesse minha mãe viria aqui puxar a minha orelha, a sua mãe, suas avós, sua madrinha e minhas amigas que são mães também viriam. É incrível como as mulheres quando se tornam mães adquirem o direito de puxar a orelha de todo e qualquer tipo de menino levado, não importando a idade. Então, pelo bem das minhas orelhas, eu digo que a lição de hoje é: motos são perigosas. Você é um garoto esperto e vai entender a verdadeira lição de hoje.

Se cuida, moleque, aproveita a festa mais tarde, já tomei um chai em sua homenagem.
Um beijo do Dindo!

A equipe, dos pés à cabeça, com um sorriso no meio, é claro!
Agradecimentos especiais à equipe que participou dessa aventura, sem vocês não teria acontecido. Muchas Gracias Julia, Vanesa, Juan y Késhava!